" Fechei os olhos e pedi um favor ao vento: Leve tudo que for desnecessário. Ando cansada de bagagens pesadas. Daqui para frente apenas o que couber no bolso e no coração." - Cora Coralina -
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quinta-feira, 11 de junho de 2015
Valentine's Day
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sexta-feira, 22 de maio de 2015
Sonhos...
-Vale Sagrado dos Incas " Machu Picchu "
Foto Google
Noite fria de outono, um céu de um azul escuro, quase preto, com algumas pontinhas que brilham como se fossem vagalumes, e que seguem comigo por esse caminho que trilho às escuras mas que de certa forma eu conheço tão bem. Bateu vontade de sentir esse cheiro do mato, fresco, molhado pelo sereno da noite que banha a relva a ponto de molhar os meus pés, que à essa altura se sentem cansados dessa longa caminhada.
Venho aqui hoje em busca de descanso, de paz, não apenas pelo corpo cansado, mas em especial pela minha alma, outrora tão límpida , tão pura, quando eu ainda trazia comigo a pureza e a ingenuidade de uma criança, já faz tanto tempo, que a contagem dos dias se tornam desnecessárias, deixo que as marcas deixadas contem, elas sabem bem mais do que eu.
Daqui avisto o vale lá em baixo. Pequenos pontos marcam a existência de vida naquele lugar que vendo daqui, me parece tão longe. É como olhar o infinito, e ali imaginar um mundo novo, a renascer da escuridão, e de tudo aquilo que existe de bom nesse mundo.
Esse vento frio parece cantar enquanto passa por mim, uma melodia suave, e única. Em uma prece silenciosa, peço a ele que leve toda essa tristeza que sinto e que teima em me atormentar, embora...Meus sonhos mortos teimam em reviver. Sinto que querem renascer das cinzas como se
uma Fênix fossem, tangem meus sentimentos mais íntimos, exultando-os para que se rebelem aqui dentro do meu coração, trazendo de volta toda aquela melancolia, velha conhecida, que sempre pacientemente, permanece querendo me roubar a paz que tanto luto para conseguir. O silêncio vem compartilhar comigo as lembranças que trago, hora felizes como o cheiro da infância, seus gostos, suas marcas deixadas através dos tempos que são como histórias contadas em uma roda de crianças...Ouço risadas ao longe trazidas pelo vento. Vejo imagens amareladas pelo tempo como se um filme fossem, passando diante dos meus olhos. Gosto doce, como aqueles bolos lindos que a minha saudosa tia Neide fazia nos meus aniversários.
Impossível não trazer à tona o afago quente daqueles abraços que tanto me fazem falta. Sentindo esse vento frio, me transporto naquele abraço quente, macio, que eu tanto sonhava em sentir ao menos mais uma vez...
Fecho os olhos e sinto o milagre da vida se mexer sob minhas mãos. Aquele milagre que eu não gerei, mas que sempre foi um sonho que eu tento ainda extinguir aqui dentro de mim.
Sinto saudade de mim.
Sinto saudade daquilo que eu não conheço, e daquilo que eu não vivi. Desejos que eu julgava extintos, renascem a cada instante, como agora, em que fecho os olhos e sonho com a felicidade.
Sinto saudade de tudo aquilo que vivi, e até que ainda sonho em viver. Saudade da vida, das cores, do meu rosto que já foi um dia tão alegre e feliz! Saudade daquele tempo em que a alegria estava ao alcance das minhas mãos!
Saudade do folhear de um livro, porque faz tanto tempo que eu deixei de viver nas histórias que eu me esqueci dos finais felizes...
Saudade daquela garota e mulher sonhadora que eu tento trazer de volta a cada vez que venho aqui !
Já é tarde e a noite se torna ainda mais bela. Faz mais frio, e eu começo a fazer o caminho de volta para casa. Trago comigo a certeza de que tenho feito a coisa certa ao tentar ser feliz e ainda continuar a acreditar na beleza e na delicadeza da vida, mantendo a esperança junto ao meu caminhar, trazendo sempre um sorriso nos olhos, e muito amor no meu coração!!!
..." No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não consegue levar:
Um estribilho antigo
Um carinho no momento preciso
O folhear de um livro de poemas
O cheiro que tinha um dia o próprio vento " ...
- Mário Quintana -
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
OUTRO TEMPO
Imagem: Google
Desde criança ouvia os adultos dizerem que a morte é a única certeza que temos na vida, cresci e infelizmente perdi pessoas que foram e são, muito importantes na minha vida. Tais perdas vieram a confirmar, o que eu já sabia: De que sim, a morte faz parte da vida.
Longe de querer escrever um texto triste, apenas constato e comparo com essa afirmação, de que nada na vida é definitivo.
Seres imperfeitos que somos, vivemos em busca da tão sonhada felicidade. Fazemos nossas escolhas já certos de que planos podem ser mudados durante o percurso, e o que se julga definitivo, toma outro caminho, segue por outra bifurcação nessa estrada que é a vida.
Sentimentos outros, tomam de assalto o coração, por vezes já machucado, cansado, e decepcionado perante a não realização daquilo que tanto sonhou e idealizou. Esse mesmo coração de repente se vê diante de um novo amanhecer, se enche de esperanças e de repente vem a certeza de que pode sim trilhar novos rumos, buscando curar suas feridas, e também sair na busca incansável por conhecimento, crescimento, e acima de tudo: Amadurecimento, porque não?
A gente sofre, se magoa, se entristece, mas depois da tempestade o sol brilha novamente, e a vida milagrosa, sob a regência do Grande Mestre, renasce, e grandiosa nos dá novo ânimo, força, coragem e acima de tudo: Esperanças!
Que venha então vida nova, novos tempos, certa de que somos viajantes nessa estrada, e tudo que vivemos se transforma na grande bagagem que levamos pela vida.
" Não tenha medo da tristeza, ela não tem o poder de roubar a felicidade, ela vai do mesmo jeito que vem.
Você fica.
- Padre Fábio de Melo -
domingo, 18 de janeiro de 2015
Recomeço
Imagem: Google
Daqui a pouco faço aniversário novamente, e lá se vai um ano em que estive aqui pela última vez... Triste constatação, a julgar pelo fato de que adoro escrever, criar, estar em contato com outras pessoas através do blog e fazer daqui aquele meu canto preferido. Infelizmente a vida passa célere, e o tempo, senhor de tudo e de todos, nos leva com ele, assim, sem que a gente veja e possa de alguma forma esboçar qualquer reação.
Vivemos em um mundo que nos empurra a cada instante um amontoado de tecnologia, informações, receitas de como viver uma vida mais fácil, mais feliz, receitas instantâneas e mágicas de bem viver, tratados homéricos de como ser extremamente feliz em um mundo interligado pela alta tecnologia e pela facilidade de comunicação que esse mundo nos dá.
A sociedade contemporânea tenta seguir esse modelo enlatado de vida, um emaranhado de inutilidades e futilidades diante da vida, efêmera, singela, e tão breve...Aqueles momentos de alegria, são deixados para trás e deixamos de dar importância a aqueles almoços de domingo em família, deixamos de dar aqueles abraços apertados e tão gostosos, esquecemos de pessoas tão importantes em nossas vidas deixando de dizer a elas o quanto são importantes, especiais, e o quanto as amamos...deixamos de dar importância a quem verdadeiramente importa, por vezes deixamos de ser gente, de agir como gente, no imediato da vida viramos ilhas, daquelas desertas, bem no meio da imensidão infinita do oceano.
E é o que a vida se torna: Um oceano repleto de ilhas!
Mas creio bem lá no recôndito da minha alma, que tanto eu quanto você, podemos ser responsáveis por uma mudança: Deixando de ser ilha. Abrindo o coração para o que verdadeiramente importa, valorizando as pessoas que tanto amamos e por vezes deixamos de lado esses sentimentos e mostrando ao outro o quanto ele é essencial nesse todo que somos cada um de nós.
Hoje eu quero a paz habitando aqui dentro do meu coração.
Qualquer sentimento contrário é totalmente dispensável.
Uma porção de levezas, é o que eu desejo,
é o que cabe.
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