Mostrando postagens com marcador Brincadeiras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brincadeiras. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A VIDA E O TEMPO


Imagem Google

Não sou uma pessoa imediatista. Preciso de um tempo para digerir as coisas que vão acontecendo na
minha vida,sejam elas boas ou más. Preciso me acostumar, preciso me adaptar, preciso aprender a viver com aquela nova realidade. Infelizmente, o tempo não nos dá muito tempo para isso, ele vem célere, e junto com  a vida segue levando tudo que temos. Juntos abreviam as horas, levam com eles nossos aúreos anos! Levam muitas vezes as oportunidades que temos de dizer a quem amamos o quanto são importantes para nós. Deixamos de dar um beijo, um abraço. Deixamos de compartilhar um silêncio que seja, ou uma risada gostosa, deixamos de travar uma conversa amiga e despreocupada, tudo isso na maioria das vezes por falta de tempo, ou por motivos tão pequenos que envergonham levando-se em consideração o que realmente vale a pena nessa vida.

Tem quase um mês que estou me readaptando. Tem quase um mês que ensaio todos os dias palavras para escrever aqui que possam demonstrar o que eu sinto. Não quero demonstrar dor ou sofrimento, nem quero deixar que a tristeza apareça por aqui. Ela não gostaria que eu fizesse isso...

Há quase três meses eu a vi pela última vez. Era seu aniversário, ela completava 85 anos! Que bela idade, que grande motivo para se comemorar a vida! Reunimos a família aqui, e naquela manhã de sábado de abril pegamos a estrada indo para Jacareí, para comemorarmos com minha Tia Elza, irmã mais velha de Mamãe, seus 85 anos. chegamos lá beirando às 11:00 hs da manhã, e ela já estava aflita no portão, quando descemos dos carros veio ao nosso encontro reclamando que demoramos demais! Ela tinha pressa, e isso não combinava com ela...a casa já cheirava aquele aroma gostoso e inconfundível do seu tempero. A atmosfera era de festa e ela estava feliz demais por estarmos ali. Seus filhos foram chegando aos poucos...uns vindo do trabalho, outros indo. Outros passando ali mas apenas para nos abraçar. Minha tia teve 09 filhos ao todo, uma família já numerosa que foi aumentando conforme os primos e primas iam se casando e foram nascendo seus filhos, netos de minha tia.

Foi um dia de festa. Almoçamos, rimos, relembramos velhas histórias, ela contou muitas outras. Tiramos muitas fotos, ela gostava de rir só de nos ver rir, dizia que nossas risadas eram muito gostosas...e as dela eram deliciosas! Ela estava muito lúcida, mesmo aos 85 anos. Tinha uma sabedoria que encantava, eu adorava ficar bem pertinho dela só para ouvir a sua voz. Em sua fé inabalável, Tia Elza era um exemplo de fé em Deus e na humanidade. Criou 09 filhos ensinando que vale a pena ser bom e viver com honestidade. Nunca vi minha tia reclamar da vida, ao contrário, ela sempre dizia que só tinha a agradecer. Trazia sempre um sorriso nos lábios, e os olhos tão límpidos, refletiam a sua alma.  

Naquele dia que sem sabermos, era a nossa despedida, ela conversou com todos nós, e quando chegou na minha vez, quis saber como eu estava em relação à minha separação, disse que tudo estava certo assim, como estava e que eu tinha que por para fora tudo de lindo que eu trazia aqui dentro. Elogiou minhas pinturas, disse que eu nunca pintei tão bem quanto nessa fase da minha vida, e disse para eu escrever mais, pois ela achou muito linda a homenagem que eu escrevi para o meu pai na passagem do aniversário dele, uma de minhas primas mostrou à ela, e ela me disse emocionada que nunca tinha visto algo tão lindo. Me deu parabéns e pediu para eu continuar escrevendo. O dia voou, e por termos um compromisso no dia seguinte, voltamos para casa naquele mesmo dia. Na hora das despedidas, pouco antes de entrar no carro, olhei para trás e estavam todos no portão, ela estava paradinha, como se quisesse registrar aquele momento para sempre...Voltei correndo até ela e disse: "Tia, voltei para aproveitar e te abraçar mais uma vez"...nos abraçamos apertado, e quando nos olhamos pela última vez estávamos chorando. Voltei para casa em silêncio, me faltavam palavras...

A quase um mês atrás, que se completarão no dia 03, nas primeiras horas dos dia, recebemos a notícia de que Tia Elza tinha nos deixado. Assim como um anjo ela bateu suas asas e em um estalo de dedos, já não estava mais conosco. A dor foi imensa. Jacareí nunca nos pareceu tão longe como naquela manhã de 03 de Junho...fazia frio, estava nublado, assim como nós, um dia sem cor, e parece que todos choravam a partida da minha amada Tia. As despedidas foram dignas de Tia Elza. Simples, porém intensas e muito verdadeiras. E apesar da dor eu nunca vi uma despedida tão linda como a dela. 

Minha Tia é um exemplo para todos nós. Minha mãe ainda está abatida e sofre a perda da irmã que foi uma segunda mãe para ela, na verdade ela foi uma mãe para todos nós. Seus filhos apesar de dilacerados pela dor, estavam e estão conformados com a perda, essa foi a educação que ela deu a eles, a fé em Deus acima de tudo, na certeza de que Ele sabe de todas as coisas! Foram 85 anos de vida dedicadas ao próximo e a Deus. O amor à sua família, e a todos nós, nos traz a certeza de que sem amor a vida não tem sentido. Aos 85 anos Tia Elza era uma visionária, uma mulher que ultrapassou seu tempo. Era feliz, amava a todos e por todos era muito amada...ainda não me acostumei à nova realidade, mas pensando nela esses dias achei que ela gostaria que eu escrevesse sobre ela. Todas as palavras do mundo não seriam suficientes para descrever o quanto amei e amo Tia Elza, mas coloquei aqui todos os sentimentos, todas as alegrias que vivi ao lado dela, o seu carinho e a lembrança do seu sorriso que eu levarei comigo para sempre!

Tenho pedido muito a Deus que não me deixe levar por esse corre-corre da vida. Quero estar sempre atenta, para dizer sempre quem eu amo que os amo, e o quanto os amo...quero dar todos os beijos possíveis e todos os abraços que eu sentir vontade de dar e que nunca dei por vergonha...quero ouvir vozes, conselhos, e mais e mais histórias, quero compartilhar minhas dores e dúvidas, e minhas vitórias e alegrias também! Quero escrever mais, quero contar mais, quero dar mais de mim a quem precisa, certa do quanto de todos eu preciso. Quero reviver o passado de outrora e fazer dele o meu presente, quero dar amor e deixar amor por onde eu passar...

" Se a gente cresce com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves da alma. "
- Cora Coralina -

sábado, 18 de maio de 2013

Divagações...

Imagem: Google

Ao entrar aqui no blog tomei um susto: Tem mais de um mês que eu não faço uma postagem nova!
O que a falta de tempo faz com a gente! Vai adiando, amanhã eu faço, depois, e quando eu vi, já se passou um tempão. Curioso é a vontade que fica me chamando para vir escrever, um monte de idéias emaranhadas na cabeça que ao se depararem com a tela em branco simplesmente desaparecem, deixando esse vazio e essa sensação horrível de sem saber por onde começar...

O tempo segue célere, e a vida efêmera, segue com ele, indo os dois muito rápidos deixando para trás  os desavisados, aqueles que ousam desafiar a exatidão da vida e as incertezas do tempo.

Tenho andado mais distraída do que o costume, repleta de idéias, esperando que elas aconteçam...perco-me em pensamentos várias vezes ao dia, com mil coisas para fazer e não conseguindo realizar sequer uma pequena parte delas. Com uma vontade louca de por minha alma para fora, e mostrá-la ao mundo, mais ela tem vontade própria e está muito mais recolhida no meu ser do que sempre esteve. Quieta, só, repleta de coisas boas, querendo sim crescer e brilhar mais do que nunca, porém ser saber qual dos caminhos seguir...e são tantos os caminhos! A impressão que eu tenho é que ela sente saudade de onde veio.

Há de se pensar que esse é mais um texto melancólico, repleto de tristezas e amarguras, mas não é. Ao vê-lo crescer e tomar forma sei que ele é um texto repleto de amor, esperanças temperado com uma pontinha de indignação, porque não? Indignar-se é para os mais fortes e puros de coração, aqueles que resguardam suas idéias lá no fundo e na hora certa as colocam para fora sem medo, e repletos de sonhos, ousam sonhar, porque não?

Chove lá fora. Como me disse um amigo um dia: " É a chuva, lavando a terra e a alma dos homens"...Ao som do silêncio, acompanhada pela saudade, eu sigo adiante tentando parar de fazer perguntas e ao mesmo tempo imaginar as suas respostas, parar, sentir deixar o coração simplesmente me contar o que ele sabe, e ele conta, com uma sabedoria única, de quem já viveu muitas vidas, esteve em muitos lugares, e teve sempre que sobreviver e seguir adiante, convivendo sempre com as lembranças de outrora. Na verdade, acho que todos nós de uma maneira ou outra, temos que conviver com as lembranças do passado. Ter saudade daquilo que já viveu, outras vezes não. E um tanto quanto complexo: Sentir falta do que não viveu. Muitos sonhos, muitos planos deixados para trás, uma montanha enorme de sentimentos acumulados e não vividos que poluem a atmosfera em que vivemos simplesmente porque deixamos de fazer aquela faxina dentro de nós mesmos...Deixar o coração falar é deixar para trás tudo aquilo que não me serve mais, até mesmo idéias e sentimentos que de tão velhos e esquecidos já nem nos lembram mais de onde vieram e de que são feitos.

Sim, vale a pena "nós" nos lembrarmos de que somos feitos, para que a gente não se esqueça nunca que somos feitos daquilo que é mais puro e único no mundo que é a vontade de seguir adiante, com a pureza de coração, alma límpida e corajosa, como o orvalho tímido e solitário que nasce a cada amanhecer, e fortes como as ondas do mar que ao se quebrarem na areia fazem de cada recuo um novo ponto de partida.

" A saudade é a nossa alma, dizendo para onde ela quer voltar" 

Rubem Alves

quarta-feira, 20 de março de 2013

Galeria de Fotos do Relicário - Fazenda Boa Vista em Bananal - São Paulo


-Sede principal da Fazenda Boa Vista -

Que post demorado esse. Há dias quero postar mas simplesmente não consegui,  vou sendo levada pelo tempo e quando vejo " já fui " usando a expressão de  um amigo meu...Mas vendo essas fotos novas do meu amigo Volnei Almeida tive ânimo, adoro as fotos dele e essas em especial, pois foram tiradas em um lugar muito especial, que eu gosto muito: Bananal - São Paulo
- Estrada que leva à entrada da Fazenda -

Bananal é a última cidade do Vale do Paraíba, fica ao extremo leste de São Paulo, de onde fica a 314km. No sopé da Serra da Bocaina, é uma cidadezinha pequena e muito agradável, segundo o senso de 2003 tem apenas 9.910 habitantes e uma área de 618,7km2, uma miscelânea do rural com a cidade, o parque ecológico com muitas cachoeiras, trilhas, algumas com a vista para o mar de Angra dos Reis, e ao mesmo tempo, os antigos casarões das fazendas do ciclo do café, repletos de história dos tempos aúreos dos barões de café do Império que atraí muitos turistas durante todo o ano, Bananal é história pura. 
- Uma bela vista, você não acha? -

Bananal nasceu da povoação fundada por João Barbosa de Camargo e sua mulher Maria Ribeiro de Jesus, que aí ergueram uma capela dedicada ao Senhor Bom Jesus do Livramento, em sesmaria que lhes foi doada em 1783. O povoado foi elevado a Vila em 1832, e a Município em 1849, sendo comarca desde 1858. 
O município cresceu e se enriqueceu com as fazendas de café. Com tanta riqueza, Bananal chegou  a avalizar para o Império empréstimos  feitos em bancos ingleses, chegando ao luxo de possuir, por algum tempo,  moeda própria.
- Porta que dá entrada ao Salão principal da Fazenda -

Bananal fica a 30min. aqui de Barra Mansa, o que impressiona muitas pessoas, passa-se do estado do Rio de Janeiro para o estado de São Paulo, assim, em tão pouco tempo. O que mais me impressiona é que mesmo com tanta proximidade Bananal não se deixou contaminar pelos costumes aqui do Sul Fluminense, ao contrário, impressiona a quem chegar lá e ver que se está mesmo em uma cidadezinha do interior de São Paulo. Orelhões diferentes, sotaque paulista acentuado por ser do interior, costumes que se mantém vivos através dos séculos. Artesanato local riquíssimo, lá em Bananal até os homens  fazem crochê, uma das principais fontes de sustento de muitas famílias da cidade e das redondezas, onde a área rural ainda abriga uma boa parte da população.
- Salão Principal da Fazenda Boa Vista -

A fazenda dessas fotos do meu amigo Volnei, é a " Fazenda Boa Vista ", construída em meados de 1780, a fazenda era até então, uma grande produtora de anil, passando depois, já sob administração do seu primeiro  herdeiro, Luciano José de Almeida, a grande produtora de café, possuindo nessa ocasião três mil e novecentos alqueires geométricos, era necessário a mão de obra de mais de 1.000 escravos.
- Objetos que ficam no porão da fazenda -

Hoje, a Fazenda é um " Hotel Fazenda " que recebe hóspedes do mundo inteiro, que se encantam por sua beleza ímpar que leva a quem lá estiver a uma verdadeira viagem no tempo. Não se assuste se pelas terras da Boa Vista você se deparar com uma sinhazinha e sua mucama, rs.
- Vista da janela do Salão Principal da Fazenda -

A Fazenda Boa Vista vem sendo usada há muitos anos nas produções da Rede Globo, forma inúmeras novelas tais como: Sinha Moça,O Casarão, Dona Beija, Cabocla, filmes como o "Coronel e o Lobisomem "
dentre tantas outras produções.

- Muito linda , imponente -

E...
" Ladies And Gentlemens ",
Com vocês " Volnei Almeida " o Futuro " Barão de Araruna "...rs..

- Fonte de Pesquisa : Wikipédia- 

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *